terça-feira, 29 de janeiro de 2008



------ E FOI ASSIM que de repente me dei conta que eu não sabia mais quem eu era (susto!). Pelo menos, quando eu acordei hoje de manhã, eu achava que sabia, mas agora que tento me definir nesse:"Quem eu sou" (pânico!), vejo que não sou mais o mesmo. Clarice Lispector explica: "Toda compreensão súbita é finalmente a revelação de uma aguda incompreensão".

É QUE SÓ AGORA fui perceber que os meus gostos, hábitos, qualidades e defeitos, convicções a respeito de tudo e todos, me abandonaram dando lugar a novos registros. Me sinto como se tivesse perdido alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Seria a identidade? Não, acho que não. Essa não nos abandona nunca. Mesmo que nos transformemos a cada instante, alguma coisa em nós resiste. A nossa identidade é nossa resistência. Eita que chique!

COMO TÁ COMPLICADO falar sobre 'quem sou', vou falar sobre uma convicção nova. Minha mais nova percepção adquirida. Sinto que nos últimos tempos passei a ser verdadeiramente mais livre. Pareço ter conquistado minha liberdade e hoje, tenho mais coragem para me mostrar como sou. Revelar segredos. Melhor ainda, fofocar sobre mim mesmo. Esse mundo, o das pessoas que não têm medo de ser, é real e pode pertencer a você também, é só querer. É só estender o braço e a felicidade de não fingir, estará bem ali, ao seu alcance. E hoje luto para ser amado como sou. Porque em meio aos que falseiam, eu sou... Gente, é isso! Descobri quem eu sou: "Sou aquele que quer simplesmente amar."

Um comentário:

Mariá Ortolan disse...

uma das coisas que eu precisa encarar hoje.
obrigada de novo.