- Elias, onde vai passar o São João? Aqui a cidade já começou a ficar vazia. Todo mundo tá indo pra algum lugar, uma cidadezinha do interior.
- Recebi um convite, para uma festa na roça, num sítio, mas vou deixar para dizer não no último momento.
- Ué, e por quê vai fazer essa maldade?
- Sei lá, não tô muito afim, mas se eu disser isso, o cara vai ficar me enchendo.
- Rsrs... sei como é. Eu fico super angustiado. Não gosto de festas juninas, alias, acho que não gosto de muita coisa. Mas não me entendo definitivamente. Se vou, acabo me arrependendo. Se não vou, fico aborrecido porque sei que todos estão em algum lugar se divertindo. Doido, né?
- Mas no meu caso, é que o cara tá afim de me pegar, entendeu? Metade de mim, quer isso mas, a outra metade não. E confio mais na segunda metade.
- A metade que não quer?
- Sim. Ela é mais sensata.
- Hum. Sei como é. Mas nem sempre é bom ser sensato, né?
- Às vezes é uma questão de sobrevivência. O q vc tá ouvindo?
- Mariah Carey. Aeaheuhaue.... e vc?
- Argh. Tô ouvindo New Order. Vc não acha que ela grita muito?
- Mas é que tá tocando no rádio. Não querendo me justificar, porque até gosto mesmo. Pelo menos do último CD. Achei bem legal. Ah, eu sou muito eclético, gosto de muita bagaceira também. Dependendo do meu estado de espírito. Nossa, é impressionante como a gente fica condicionado a escrever errado no msn. Putz. Fico o tempo todo corrigindo as palavras.
- Vc vai ter q corrigir o q estou escrevendo então...kkkkkkkk. Me fala da sua primeira paixão.
- Minha primeira paixão ou meu primeiro amor?
- Paixão.
- Ihhhh... queria falar sobre isso não, sabe. Sei lá. Tou num momento onde as coisas estão se confundindo muito na minha cabeça. Deixa eu perguntar agora. Você já pensou em escrever um livro? Com seus poemas e tal?
- Sim, acabei de ser rejeitado pela editora Objetiva. Kkkkkkkk.
- Mesmo?
- Um dia eles vão se arrepender e me pedir de joelhos. Enviei uns originais, e ele me responderam q não estão interessados "nessa area".
- Hum. E você ficou triste?
- Um pouco, mas já me recuperei. Kkkkkkkkk. Tb tenho outro projeto, mas não vou oferecer a eles não. Sou rancoroso.
- Deixa eu te contar, eu tô escrevendo um livro.
- Um romance?
- Sim. Comecei por partes distintas... depois vou amarrar tudo. Mas é um processo lento, sem grandes pretensões. Acho que vai ficar legal.
- E como são os personagens?
- Ah, não vou dizer agora, né? Senão perde a graça. Você vai ser uma das primeiras pessoas para quem eu vou mostrar quando ficar pronto. Só não espere que seja logo. Rsrsr...
- Já estou ansioso.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
sábado, 16 de junho de 2007
quinta-feira, 14 de junho de 2007
AINDA É CEDO
Sim, mas onde está o relógio, a porra do celular?
Humidade
Mofo
A garganta fisgando
Certa vez ouvi na novela:
"O caos liberta"
E me absolvo
pela desordem da casa
dos últimos dias, dos últimos anos
dos últimos amores desde sempre
DONA MARIA SAIU À FRANCESA
como costumo fazer
Ei, Dona Maria, como é aí do outro lado?
Tem a luminosidade das cores?
Tem torta de limão?
Ela não vai voltar
E eu tenho um filho que escolhi
As vezes eu nem acredito
Mas seus dentinhos nervosos
cravados em meu dedo
inauguraram em mim a consciência
Não. Não saírei mas à francesa.
Agora sei, me sinto indispensável
PONHO O CD VELHO
que tem aquela música
Aquela música que você ia cantar para mim
Lembra? Não lembra?
Oh, caro Friedrich, e você?
Por que está tão calado?
Por que não me diz nada?
Não gosto deste silêncio coberto por lençóis
Prenúncio
Sim, é que agora sei, entende?
Sobre o eterno retorno, caro Friedrich
É. Aconteceu
Acontece
Mas eu preciso saber
Preciso entender
Tipo vide bula, ok?
YOU DON'T UNDERSTAND ME, MY BABY
O SOL ESTÁ APARECENDO. ALELUIA.
PS. Esse texto, em formato/tipo poeminha, dedico ao meu amigo blogueiro Elias Vasconcelos. Que sempre me inspira com os seus escritos.
Sim, mas onde está o relógio, a porra do celular?
Humidade
Mofo
A garganta fisgando
Certa vez ouvi na novela:
"O caos liberta"
E me absolvo
pela desordem da casa
dos últimos dias, dos últimos anos
dos últimos amores desde sempre
DONA MARIA SAIU À FRANCESA
como costumo fazer
Ei, Dona Maria, como é aí do outro lado?
Tem a luminosidade das cores?
Tem torta de limão?
Ela não vai voltar
E eu tenho um filho que escolhi
As vezes eu nem acredito
Mas seus dentinhos nervosos
cravados em meu dedo
inauguraram em mim a consciência
Não. Não saírei mas à francesa.
Agora sei, me sinto indispensável
PONHO O CD VELHO
que tem aquela música
Aquela música que você ia cantar para mim
Lembra? Não lembra?
Oh, caro Friedrich, e você?
Por que está tão calado?
Por que não me diz nada?
Não gosto deste silêncio coberto por lençóis
Prenúncio
Sim, é que agora sei, entende?
Sobre o eterno retorno, caro Friedrich
É. Aconteceu
Acontece
Mas eu preciso saber
Preciso entender
Tipo vide bula, ok?
YOU DON'T UNDERSTAND ME, MY BABY
O SOL ESTÁ APARECENDO. ALELUIA.
PS. Esse texto, em formato/tipo poeminha, dedico ao meu amigo blogueiro Elias Vasconcelos. Que sempre me inspira com os seus escritos.
domingo, 3 de junho de 2007
sábado, 2 de junho de 2007
PARA VOCÊ QUE LEU MEU BLOG
Eu fiquei nervoso sob vários aspectos, confesso. Aliás, confessar eu não preciso. Estava na cara e você percebeu, por que me disse até. É a gozação do cosmos mexendo nas nossas configurações. Clicando em atualizar, alterando dados. Eu estava nervoso quando paramos naquele corredor para conversar e aquele momento resgatou em mim uma pequena alegria, a alegria de quem aperta a campanhia do vizinho e corre. Você continua lindo.
Falamos rápido demais com olhos atentos e surpresas nostálgicas de um passado recente. E eu nervosamente me perguntava como e por quê?
Agora percebo que com um tipo de coragem infantil DE REPENTE estava eu sendo eu. Engraçado, nunca pensei que pudesse tremer tanto. Seus olhos pequenos e sorrisos largos não estavam bem à vontade e nem eu né?
Falaremos disso tudo num dia desses, mas nervosamente, eu sei, não conseguiremos.
Deseja salvar as alterações feitas nesse arquivo?
Falamos rápido demais com olhos atentos e surpresas nostálgicas de um passado recente. E eu nervosamente me perguntava como e por quê?
Agora percebo que com um tipo de coragem infantil DE REPENTE estava eu sendo eu. Engraçado, nunca pensei que pudesse tremer tanto. Seus olhos pequenos e sorrisos largos não estavam bem à vontade e nem eu né?
Falaremos disso tudo num dia desses, mas nervosamente, eu sei, não conseguiremos.
Deseja salvar as alterações feitas nesse arquivo?
quinta-feira, 31 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
POR UM AMIGO MAIS FÚTIL

HOJE VOCÊ VOLTOU AO QUE ERA, ou melhor, ao que vem se transformando nos últimos tempos. Tão diferente do domingo passado, quando tomamos todas e DE REPENTE você estava tão leve, tão descontraído e espontâneo, falando o que vinha na cabeça sem se preocupar com a organização das palavras. Rimos como não fazíamos há muito tempo e eu tenho que confessar, já havia esquecido de como sua companhia podia ser tão divertida. É na esperança de que outras tardes como aquela se repita que eu vou falar.
DESENCANA CARA. A vida não é um 'Jogo do Milhão' onde aquele que demonstra mais conhecimento e acerta todas as respostas leva o grande prêmio. Essa tua necessidade de se mostrar o mais inteligente, o mais culto, o mais informado só te deixa patético. Para que tanta erudição, me diz? Você se transformou no 'típico recalcado com pinta de intelectual'. Foi se escondendo por trás dessa imagem pré-fabricada, um misto de análise crítica do caderno cultural e artigo científico ambulante, jorrando nomenclaturas, teorias filosóficas e sacadas da física quântica. Por que isso, hein? Porque ainda não passa de um menininho que acha que sendo o primeiro da classe vai conquistar a admiração dos coleguinhas e provar para os pais que é mais digno de atenção do que o irmão predileto? Quanta ingenuidade. Ingenuidade não, falta de noção mesmo. Pois você não escolhe nem hora nem lugar para nos alugar com suas demonstrações sobre os seus conhecimentos de política sociocultural e neuro inteligência. Lamento informar meu querido, mas tudo isso é um saco. Tanto que quando vejo você tagarelando sobre essas coisas, compreendo cada vez mais a importância que as pessoas fúteis têm. Porque elas não vêem problema em nada, porque não param para pensar em nada, e por isso mesmo, são tão leves e divertidas. Ótimas companhias.
PARA QUE TANTA COMUNICAÇÃO? Quando é que você vai parar de se expressar?
VEJA BEM, um amigo ao qual te apresentei recentemente comentou que à princípio até te achou uma pessoa bacana - 'bacana': percebe a sutileza do adjetivo usado? -, mas que conversar com você foi se tornando impossível, pois você engatou numa verborragia sem fim, não dando a ele chance para interagir, tendo que por fim recorrer a uma determinada artimanha para se livrar de você. Muito triste isso. Essa sedução hipnótica pelo próprio discurso. E eu pergunto: "Onde se aplica aí aquela velha máxima das relações interpessoais que diz: "Mais importante que falar, é ouvir"? Será que você ainda sabe como funciona o complexo mecanismo da escuta? Portanto, tente ser você com mais leveza. Não precisa forçar uma barra. Pois o tempo faz com que a gente adquira a embocadura suficiente para que determinados assuntos soem naturais saídos de nossa boca e não dando a sensação de decoreba da crítica do Arnaldo Jabor. Pois qualquer um percebe quando falamos ou não através de nossas próprias idéias. E lembre-se: usar a boca para outras coisas que não seja falar, como beijar, por exemplo, faz um bem danado. Experimenta vai. Sua pele tá precisando.
PS: Inspirado ou baseado na carta Prezada Mulherzinha, da Fernanda Young.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
AS PESSOAS DA PARADA DE ÔNIBUS
As pessoas com seus olhos nervosos vasculham, detectam, invadem, despem, intimidam, mandam cartas para outros olhos que nem abrem os envelopes. Rasgam as cartas que continham a mensagens que não deveriam ser lidas. Hoje eu tive medo e me senti frágil. Vi aqueles olhos elétricos não como olhos, mas como uma bola de gude acionada por um mecanismo interno. O mesmo mecanismo ávido pela colheita de algodão de um campo imenso pra se forrar por dentro. Hoje eu não quis olhar nos olhos das pessoas. Hoje eles não me contariam nenhuma novidade, não me trariam nenhuma notícia. Então olhei para mim mesmo e vi a própria histeria invertida.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
domingo, 20 de maio de 2007
Domingo Legal - mas não do Gugu.
Havia uma época em que eu perdia completamente a noção das coisas, bastava uma latinha e meia de cerveja. De certa forma era legal, eu ficava já no ponto, sem precisar beber muito. Os pensamentos ficavam alterados, as pretenções, intenções, sensações e outros ões, todos se perdendo e se recuperando ao mesmo tempo ali. Agora é chato. Existe uma consciência dominando, embora a fala fique embolada - o que é torturante pra quem fala e pensa rápido como eu. A bexiga quase estourando. Sim, porque só bebo cerveja. Não adianta. Adoro.
Tou adorando essa coisa de blog. Muito legal ficar se expressando aqui. Até porque é bem facinho mexer nas configurações e tals.
Queria escrever mais coisas aqui, mas tou sob o efeito do álcool, por isso não vou revisar o que estou escrevendo aqui, ok? Nossa, quanto 'aqui'.
Ah, outros vizinhos reclaram da minha vizinha forroseira. Ela deu um tempo na calcinha preta. Já não era sem tempo.
Bom, por enquanto é só isso. Tchau.
Ah, tem um espetáculo de um amigo meu, Bertrand, no porão do Santa Rosa. Vão conferir, é bem legal e eu recomendo.
Sim, o nome do espetáculo é Déjà Vu - será que se escreve assim mesmo, com esses acentos todos? -, e vai estar em cartaz no próximo fim de semana também. Sempre às 21:15. Vão lá.
Ok, já deu. Tchau.
Tou adorando essa coisa de blog. Muito legal ficar se expressando aqui. Até porque é bem facinho mexer nas configurações e tals.
Queria escrever mais coisas aqui, mas tou sob o efeito do álcool, por isso não vou revisar o que estou escrevendo aqui, ok? Nossa, quanto 'aqui'.
Ah, outros vizinhos reclaram da minha vizinha forroseira. Ela deu um tempo na calcinha preta. Já não era sem tempo.
Bom, por enquanto é só isso. Tchau.
Ah, tem um espetáculo de um amigo meu, Bertrand, no porão do Santa Rosa. Vão conferir, é bem legal e eu recomendo.
Sim, o nome do espetáculo é Déjà Vu - será que se escreve assim mesmo, com esses acentos todos? -, e vai estar em cartaz no próximo fim de semana também. Sempre às 21:15. Vão lá.
Ok, já deu. Tchau.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
UM PEDIDO A FRIEDRICH

O filósofo louco permeia os meus pensamentos. Meus sonhos todo o tempo. Como uma insistente música ao fundo - aquele forró na casa da visinha. Queria berrar pela janela: desliga essa porra! E o filósofo aumenta o volume. Faria outros loucos, ele sabia.
Sempre fui atormentado por idéias fixas. A maior parte são reminiscências daquele que em mim não passou dos oito anos de idade. Ele ainda sonha com os portais tridimensionais. Adora acreditar na segurança do porão de onde pode ouvir os trovadores cantando sua morte. Ele tem razão, ser daqui é muito chato.
E eis que a verdade me veio aos poucos, em suaves prestações. Foi se instalando disfarçada de aconchego, provocando alguma dor, revelando um universo fascinante. Fascinantemente pertubador. Um verdadeiro 'tapa na pantera'. E quando me dei conta, o meu vagão já estava sendo engolido pelo túnel, adentrando a Caverna do Dragão. Não tive o direito de escolha. Escolha essa que eu não fiz, mas eu já sabia, agora seria, irrevogável. O estômago começa a embrulhar e as frases do filósofo martelando: "O desespero é o preço pago pela autoconciência", "Cada um têm que escolher quanta verdade consegue suportar". Mas eu não pude escolher, repito. Porque travar conhecimento com a verdade é quase como que vender a alma ao diabo. Algo irreparável. A verdade provoca, numa reação em cadeia, outras verdades. E o seu chão se faz areia movediça. Não há como escapar. E digo que não é correto fazer outra pessoa afundar com você. Uma vez que eu não escolhi, dou o direito de escolha ao outro. Algumas pessoas simplesmente jamais suportariam passar para o lado de cá, o da fantasia. Porque a fantasia é mais dolorida, é mais cruel. Viver na fantasia é diferente de viver na mentira. Na mentira vivem os do lado de lá, os do mundo real. A mentira ajuda a manter a sanidade e traz suportes suficientes para que se possa viver bem localizado dentro desse universo. Por isso se torna indispensável na vida dessas pessoas. Doce ilusão. E o filósofo enchendo o saco: "Dever, propriedade, fidelidade, desprendimento, bondade, são soporíferos que induzem a pessoa a um sono tão pesado do qual ela só acorda, se é que acorda, bem no finalzinho da vida. Apenas para descobrir que jamais viveu."
Fez-se então uma calma anormal e repugnante como aquele mau hábito que algumas pessoas têm de cheirar o prato antes de comer. Tenho mania de falar sozinho mas vou esperar o Mestre dos Magos aparecer com seus enigmas que não levam a lugar nenhum e dizer: "Foda-se o portal tridimensional. Eu não quero mais voltar."
Sempre fui atormentado por idéias fixas. A maior parte são reminiscências daquele que em mim não passou dos oito anos de idade. Ele ainda sonha com os portais tridimensionais. Adora acreditar na segurança do porão de onde pode ouvir os trovadores cantando sua morte. Ele tem razão, ser daqui é muito chato.
E eis que a verdade me veio aos poucos, em suaves prestações. Foi se instalando disfarçada de aconchego, provocando alguma dor, revelando um universo fascinante. Fascinantemente pertubador. Um verdadeiro 'tapa na pantera'. E quando me dei conta, o meu vagão já estava sendo engolido pelo túnel, adentrando a Caverna do Dragão. Não tive o direito de escolha. Escolha essa que eu não fiz, mas eu já sabia, agora seria, irrevogável. O estômago começa a embrulhar e as frases do filósofo martelando: "O desespero é o preço pago pela autoconciência", "Cada um têm que escolher quanta verdade consegue suportar". Mas eu não pude escolher, repito. Porque travar conhecimento com a verdade é quase como que vender a alma ao diabo. Algo irreparável. A verdade provoca, numa reação em cadeia, outras verdades. E o seu chão se faz areia movediça. Não há como escapar. E digo que não é correto fazer outra pessoa afundar com você. Uma vez que eu não escolhi, dou o direito de escolha ao outro. Algumas pessoas simplesmente jamais suportariam passar para o lado de cá, o da fantasia. Porque a fantasia é mais dolorida, é mais cruel. Viver na fantasia é diferente de viver na mentira. Na mentira vivem os do lado de lá, os do mundo real. A mentira ajuda a manter a sanidade e traz suportes suficientes para que se possa viver bem localizado dentro desse universo. Por isso se torna indispensável na vida dessas pessoas. Doce ilusão. E o filósofo enchendo o saco: "Dever, propriedade, fidelidade, desprendimento, bondade, são soporíferos que induzem a pessoa a um sono tão pesado do qual ela só acorda, se é que acorda, bem no finalzinho da vida. Apenas para descobrir que jamais viveu."
Fez-se então uma calma anormal e repugnante como aquele mau hábito que algumas pessoas têm de cheirar o prato antes de comer. Tenho mania de falar sozinho mas vou esperar o Mestre dos Magos aparecer com seus enigmas que não levam a lugar nenhum e dizer: "Foda-se o portal tridimensional. Eu não quero mais voltar."
terça-feira, 15 de maio de 2007
Muito gelo e dois dedos d'água
Sinto uma onda de calor pecorrer o meu corpo toda vez que bebo água muito gelada.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Desde semana passada.

O pior pesadelo dos últimos tempos: uma nova visinha - parede com parede, diga-se de passagem - que além de ouvir forró e sertanejo o dia todo, ainda por cima canta. E canta mal. Um canto esganiçado, espremido, choroso e desesperado. Pensei em decretar guerra, colocar Disturbed no último volume - fiz muito isso num passado recente - mas esse tipo de atitude agora me parece infantil. Seis anos depois, estou lendo o Alquimista pela segunda vez e novamente obcecado pelos sinais. Viria essa vizinha promover mudanças? Tipo o vento norte indicando o momento de migrar? Migrar... DE REPENTE gosto dessa palavra. Mi-grar.
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